— Olivier Anquier —

Olivier Anquier e Djávlon
Olivier Anquier e Djávlon
Adriana Alves, Olivier Anquier e a pequena Olivia - Foto Giovanna Maradei
Adriana Alves, Olivier Anquier e a pequena Olivia - Foto Giovanna Maradei
Benoit Mathurin junto com Pierre e Olivier Anuir -  Foto: Marcos Rosa
Benoit Mathurin junto com Pierre e Olivier Anuir - Foto: Marcos Rosa
Olivier Anquier entre Ana Maria Pellegrini (à esq.) e Adriana Anquier
Olivier Anquier entre Ana Maria Pellegrini (à esq.) e Adriana Anquier

Olivier Noel Christian Anquier (Montfermeil, 11 de novembro de 1959), mais conhecido como Olivier Anquier é chef de cozinha, ex modelo, empresário e apresentador de televisão francês.

Somos amigos a vários anos e não poderia escolher, uma pessoa, nascida na França, melhor, para homenagear o Titulo da Copa do Mundo, que nossos primos ganharam na Rússia este ano.

Olivier somos dois estrangeiros no Brasil eu vim como turista e fiquei e você?

A minha história aqui no Brasil começa também como turista. Desembarquei no Rio de Janeiro em 1979. A viagem estava programada para durar apenas um mês de férias. Me apaixonei pela Cidade Maravilhosa, mais ainda pela maneira alegre de enxergar a vida dos brasileiros e decidi que aqui era meu lugar.

Olivier nos anos 80 você era considerado um dos dez principais modelos masculinos internacionais, como foi a mudança para culinária?

Mesmo tendo sucesso como modelo eu sabia que ali não estava minha realização profissional. Em 1989 meu pai Dr. François Anquier faleceu. Com a perda dele, senti que era chegado o momento de uma mudança de planos em minha vida. Minha vocação me direcionava para a cozinha. Decidi seguir meu coração e resolvi atendê-la. Mas esse sonho tinha que ser no Brasil.

Agora além das padarias "Mundo Pão do Olivier", você esta tendo um sucesso danado com o Restaurante Esther Rooftop, montado na cobertura do Edifício Esther, na Praça da República. Eu mesmo fiquei na espera para experimentar suas delícias e do sócio também francês Benoit Mathurin que dirige, muito bem a cozinha.

Olivier, você  é da terceira geração de uma família de padeiros, mas qual sua relação com o pão?


Nisto nos franceses e vocês italianos somos muitos parecidos, falo da paixão pela panificação. Eu gosto de participar de todo o processo de produção só assim eu sei que sairá a coisa certa dos fornos. Vocês italianos também como nós, gostam de partecipar do processo por isto somos primos e as coisas saem como devem sair rsrsrsr

Mas vamos falar de futebol, como foi a Copa para vocês? E esta França?

Triste para não participação da Itália na Copa, sem ela parece que falta alguém, mas feliz ao mesmo tempo afinal a última final que perdemos foi para a mesma Itália.

Triste também para o Brasil, desta vez os talentos não levaram o Brasil a outro título.

A França mereceu e o técnico  Deschamps e seus jogadores como MbappePogba, Kanté, Matuidi e Griezmann nos lembraram, que a história de sucesso, aberta por Platini e continuada pelo Zidane, da França, em Copa do Mundo não acabou.

Voltando ao Restaurante Esther, o que poderia comer de especial esta noite?

Para Conhecedores: Rins e Timos flambados em conheceu e legumes com certeza uma receita antiga vindo do interior francês.

Eu me reconheço neste prato, sendo uma receita da minha Mamma Valentina, com aspargo ao invés de legumes qualquer, mas maravilhosa, quando feita bem e tenho certeza que Benoit Mathurin nisto é um mestre.

Obrigado Olivier e em breve estarei experimentando seu P72 que é um pão rústico de fermentação de três dias e pode ser feito com nozes, uva-passa ou azeitona. Com ele, são preparados sanduíches de rosbife bovino ou suíno, uma delícia.

Obrigado a você Djávlon e força Itália, quem sabe a próxima final não seja outra vez França e Itália.