— Nathalie Moellhausen mundial de Espada —

Levante a mão que teriam previsto isso. Ela, que achava que o melhor já dera com as cores azuis da Italia, se encontra com o ouro em volta do pescoço na última competição do Mundial de sua carreira, com as cores daquele Brasil que ela abraçou no início de 2014, aproveitando as origens do avó materna. Nathalie Moellhausen é a nova rainha das espadas e foi estranho ouvir o hino brasileiro encher o Syma Center em Budapeste para o melhor dia da vida esportiva deste atleta elegante, charmosa e sofisticada nascida há 33 anos em Milão, mas na verdade uma cidadã do mundo.

"Eu golpeei pensando no meu pai Philippe, que morreu no ano passado deixando-me um grande vazio. Ele e sua morte repentina me ensinaram que a vida deve ser vivida a cada momento. Então eu pisei na plataforma, apenas um momento depois, estocada depois de um golpe, sem pensar no próximo. 

Tenho orgulho de ter dado ao Brasil este marco histórico, no qual também há muito na Itália. Minhas origens de esgrima e meu caminho até 2014 são de cor azul e eu nunca vou negá-lo, assim como sempre carrego dentro de mim as satisfações e amizades daquela parte importante da minha vida. Afinal ja ganhei uma medalha de ouro e uma de bronze com a Itália. É mesmo meu último Mundial? 

Sim, acho que sim, porque depois das Olimpíadas de Tóquio vou deixar. Mas quem sabe ... eu ja disse: a vida é uma surpresa contínua, tudo pode mudar num instante". 

O ouro de Nathalie é a primeira medalha da esgrima do Brasil na historia e monstra as grande potencialidade de nos Ítalo Brasileiros, aqui como la seriamos uma potência esportiva, industrial, científica, cheios de criatividades e de superação é so não esquecer disto.