Sintonia na posse do Ministro da Defesa do Brasil

05/01/2019

O presidente Jair Bolsonaro, fora do Palácio do Planalto, foi apenas à transmissão de cargo do ministro da Defesa.

 Ministro da Defesa General Fernando Azevedo e Silva, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Jorge Godinho Barreto Nery ex chefe Estado-Maior Aeronáutica e Presidente Jair Bolsonaro.
Ministro da Defesa General Fernando Azevedo e Silva, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Jorge Godinho Barreto Nery ex chefe Estado-Maior Aeronáutica e Presidente Jair Bolsonaro.

A elite das Forças Armadas, os principais comandantes, muitos ministros entre estes Os Ministros Heleno, Salles e Onix Lorenzoni, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o Deputado Federal Gen. Peternelli e o Dep. Estadual de São Paulo Castelo Branco, estavam no salão nobre do clube do Exército. No discurso, Jair Messias Bolsonaro começou agradecendo de forma especial o comandante do exército, General Eduardo Vilas Boas: "Não precisava falar, mas hierarquia, disciplina e respeito é que fará do Brasil uma grande nação. Meu muito obrigado, comandante Vilas Boas. O que já conversamos, morrerá entre nós. Mas o senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui, muito obrigado mais uma vez".

Djàvlon e Tenente-Brigadeiro-do-Ar Jorge Godinho Barreto Nery ex chefe Estado-Maior Aeronáutica
Djàvlon e Tenente-Brigadeiro-do-Ar Jorge Godinho Barreto Nery ex chefe Estado-Maior Aeronáutica

O presidente Bolsonaro, que em seu histórico tem formação na Academia Militar das Agulhas Negras, fez um breve histórico de sua trajetória nas Forças Armadas e elogiou os ex-presidentes, Sarney, Collor e Franco : "Fui amigo do senhor Leônidas Pires Golçalves, então ministro do Exército a partir de 2002. Muito conversava com ele, inclusive em sua residência, e ele me reportava sempre dos contatos que tinha e teve com o Presidente da República, José Sarney. Em um dado momento, numa sessão solene do Senado, usei da palavra, já que era uma sessão conjunta, e me reportei a esse fato saudando José Sarney, que sempre quando findava o ano, arrumava uma maneira de conseguir recursos extras pra contemplar as Forças Armadas com o equivalente a US$ 1 bilhão, e, diga-se de passagem, não havia contingenciamento naquele tempo. Com Sarney tivemos também o 13° salário. Depois tivemos o Fernando Collor. Não poderia deixar de citar a lei delegada número 12, onde Vossa Excelência conseguiu e, por intermédio dela, reestruturou a nossa carreira, criando gratificação de atividade militar. Muito obrigado pelo reconhecimento. Depois tivemos também o senhor Itamar Franco, onde no meio do seu mandato nós tivemos uma isonomia salarial. Durou pouco tempo, mas foi bem-vinda".

O presidente falou que o brasileiro espera uma saída da crise: "E hoje em dia a situação que estou aqui, em que o Brasil chegou, é uma prova inconteste de que o povo, em sua grande maioria, quer hierarquia, quer respeito, quer ordem e quer progresso".

Lorenzo De Luca Castelo Branco o pai Dep. Castelo Branco, Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva e Djàvlon.
Lorenzo De Luca Castelo Branco o pai Dep. Castelo Branco, Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva e Djàvlon.

O novo ministro da Defesa, que no final teve uma amistosa conversa com nosso jornalista Djàvlon e com o Deputado por São Paulo Castelo Branco, General Fernando Azevedo e Silva, falou do papel das Forças Armadas na democracia: "Temos consciência de que, quanto mais fortes, melhores serão as condições para atuarmos como mediadores sem o uso da violência. Manter a paz e a harmonia social deve ser entendido como objetivo evidente da Defesa. As ações das Forças Armadas serão pautadas pela Constituição Federal de 1988 e as Leis infraconstitucionais".

A posse foi primorosa uma das mais esperadas e nosso site foi reconhecido pelo trabalho de combate aos fakes que aconteceram na imprensa, na campanha eleitoral.