Pompéia é o tesouro da feiticeira

11/09/2019

Arqueólogos descobrem caixa com amuletos, espelhos e brincos de vidro, que poderiam ser usados em rituais.

Alguém o chamou de tesouro da bruxa. 

O certo é que amuletos, pedras preciosas e elementos decorativos em faiança, bronze, osso e âmbar ressurgiram da escavação do Regio V em Pompéia, eram jóias e pequenos objetos relacionados ao mundo feminino, usados ​​para ornamentação pessoal ou para se proteger da má sorte, encontrados em um dos quartos da Casa del Giardino (casa do jardim).

A escavação foi realizada nesta casa aonde foram encontrados também os restos de 10 vítimas da erupção vulcânica, homens, mulheres e crianças.

A cidade de Pompeia, foi destruída pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C .

O trágico fenômeno natural deixou a cidade, que pertencia ao Império Romano, soterrada sob as cinzas do vulcão, se tornando um dos lugares mais fascinantes para os arqueólogos da atualidade. Corpos e objetos chegaram ate nossos dias graças ao fenomeno das cinzas e do elevado calor, criando vácuos nos lugares, aonde eles se encontravam. 

Na verdade a maioria das pessoas, em Pompeia, não morreu em contato com a lava vulcanica derretida, que se move muito lentamente, mas por culpa dos fluxos piroclásticos (nuvem de cinzas em altíssima temperatura e gases venenosos).

Mantidos em uma caixa de madeira, e recentemente restaurados e recuperados à sua antiga glória pelos restauradores do Laboratório do Parque Arqueológico de Pompéia, fazia parte das joias da família, que talvez os moradores da casa não puderam tirar antes de tentar escapar do vulcão. A caixa de madeira que continha os achados, cujas dobradiças de bronze foram bem preservadas no interior do material vulcânico, ao contrário da peça, decomposta, de madeira, foi identificado ao lado da marca de outra caixa ou móvel no canto de um dos ambientes de serviço, provavelmente usado como deposito.

Poderes de feiticeira que de algum modo, eram mágicos, para ajudar, em particular, meninas e damas, a atrair o bem e evitar a má sorte
Poderes de feiticeira que de algum modo, eram mágicos, para ajudar, em particular, meninas e damas, a atrair o bem e evitar a má sorte

Massimo Osanna, diretor do parque arqueológico, disse aos jornalistas que os artefatos, com certeza, pertenciam a uma mulher e podem fazer parte de "um tesouro escondido de uma feiticeira".