Origem Italiana do Governador João Doria

05/04/2019

A família Doria mais conhecida atesta-se em Gênova em 1110, quando Martino e Genuardo, ditos de filiis Auriae (dos filhos de Áuria) se documentam como testemunhas num negócio entre eclesiásticos. A origem da família é semi-lendária: conta-se que certo cavaleiro de nome Arduino, em peregrinação a Jerusalém, adoece ao passar por Gênova, e é tratado por uma moça nobre de nome Áuria della Volta. Recupera-se, casa-se com Áuria e tem filhos que tomam o nome da mãe: filhos de Áuria, ou d'Auria, donde d'Oria e Doria. Na realidade, esta é uma família de raízes feudais, já poderosa em fins do século XI, e possivelmente com raízes nos marquesesArduinici, condes da terra de Auriate.

Governador João Doria
Governador João Doria

Os Dorias têm feudos na Sardenha desde começos do século XII, além dos senhorios de Dolceacqua e de Oneglia, próximos a Gênova. Em Gênova exercem grande poder político até meados do século XIV, quando os nobres são excluídos do governo da cidade. Membros que se destacam são Oberto Doria, cônsul de Gênova e vencedor da Batalha de Meloria contra Pisa, em 1284; seu irmão Lamba Doria, que por sua vez derrotou os venezianos em Curzola em 1296; Branca Doria, senhor de Logudoro na Sardenha, colocado por Dante no inferno porque teria assassinado o sogro; e Andrea Doria (1466-1560), príncipe de Melfi, almirante a serviço de Francisco I da França, e depois, do imperador Carlos V.

Os dois ramos principescos dos Dorias genoveses, os príncipes Doria-Pamphilj e Doria d'Angri, estão extintos, mas existem muitos descendentes da família na terra de origem. Pelo casamento de Eliana Fieschi com Bernabò Doria, os Dorias aparentam-se aos Papas Inocêncio IV e Adriano V.

Familia Doria
Familia Doria


Nosso Governador João Doria Junior é filho de João Agripino da Costa Doria Neto (Salvador, 3 de fevereiro de 1919 - São Paulo, 17 de outubro de 2000), foi um publicitário, psicólogo, advogado e deputado federal brasileiro. Bacharel em direito, era filiado ao Partido Democrata Cristão (PDC). Também ficou conhecido por ter sido um dos criadores do Dia dos Namorados no Brasil. 

A família Costa Doria origina-se do casamento entre Fernão Vaz da Costa, fidalgo português, filho do dr. Cristóvão da Costa, autoridade máxima judicial em Portugal a seu tempo, e Clemenza Doria, genovesa enviada ao Brasil para lá se radicar.

Fernão Vaz da Costa chegou ao Brasil em 1549, comandando uma das naus da armada que levou à colônia o seu primeiro governador geral, Tomé de Sousa. Clemenza Doria foi enviada ao Brasil em fins de 1554 ou começos de 1555, para se casar. Em Salvador, casou-se com Sebastião Ferreira, um dos vereadores locais. Falecendo este em meados de 1556 no naufrágio em que pereceu o bispo D. Pero Fernandes Sardinha, Clemenza Doria casa-se logo em seguida, em 1556 ou 1557, com Fernão Vaz. Este faleceu em c. 1567, talvez num naufrágio ou em conflito com os índios da região do Recôncavo baiano.

Dos seus vários filhos, deixaram descendência o secundogênito, Cristóvão da Costa (ou Cristóvão da Costa Doria), nascido em 1560 e tronco do ramo Moreira da Costa Doria, e sua filha, Francisca de Sá, nascida em 1563 e casada com o algarvio Francisco de Abreu da Costa. De Francisca de Sá descendem os ramos Vaz da Costa e Sá Doria.

Filha natural do mercador genovês Aleramo Doria, que tinha negócios com a corte portuguesa ao tempo de D. João III de Portugal, Clemenza Doria era criada da rainha D. Catarina de Portugal, e foi educada com outras moças nobres, muitas das quais órfãs de pais que serviam à coroa, no Recolhimento de Nossa Senhora da Ajuda, em Lisboa. Em dezembro de 1554 a rainha D. Catarina enviou Clemenza Doria e Catarina de Almeida ao Brasil, para que se casassem na colônia com membros da administração colonial. O enxoval de ambas soma cerca de 70 contos, uma quantia considerável, e é autorizado pessoalmente pela rainha, que o assina; as moças recebem também como dote cargos burocráticos na colônia - no caso de Clemenza Doria, o cargo de contador-geral das terras do Brasil.

Clemenza Doria casa-se no Brasil com Sebastião Ferreira, moço de câmara (um foro de fidalguia), então servindo na vereança local. Este é enviado a Portugal em meados de 1556, para relatar ao rei os conflitos entre o governador-geral D. Duarte da Costa e o bispo Sardinha, e é também morto pelos caetés. Provavelmente em começos de 1557, Clemenza Doria casa-se com Fernão Vaz da Costa, também fidalgo, filho do dr. Cristóvão da Costa, autoridade maior judicial em Portugal. Fernão Vaz morre entre 1567 e 1568; Clemenza sobrevive-lhe até 1591.

O status social de Clemenza Doria era alto, o que se depreende do fato de os documentos que lhe citam os maridos, sempre a ela se referirem, o que é pouco habitual. Sua condição de criada da rainha implicava numa proximidade imediata à corte.

Clemenza Doria tinha casas em frente ao mosteiro de São Bento em Salvador, e terras em Itaparica. De seus dois casamentos descende a família Doria da Bahia.

Navio Andrea Doria considerado na epoca o mais lindo
Navio Andrea Doria considerado na epoca o mais lindo


O mais conhecido Doria da historia é o Andrea Doria almirante em 1500 da republica marinheira de Genova, muitos navios famosos da Itália tiveram seu nome e até um dos times de futebol da primeira divisão italiana a Sampdoria, deve o final do nome ao Andrea Doria.