Italia e Brasil vistos da Estação Espacial Internacional

23/07/2019

Estação Espacial Internacional (EEI) (em inglês: International Space Station , ISS, em russo: Междунаро́дная косми́ческая ста́нция , МКС) é um laboratório espacial completamente concluído, cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de junho de 2011 na missão STS-135, com o ônibus espacial Atlantis.

A estação encontra-se em uma órbita baixa de 408 x 418 km, que possibilita ser vista da Terra a olho nu, e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Na continuidade das operações da Mir russa e da Skylab dos Estados Unidos, a Estação Espacial Internacional representa a atual permanência humana no espaço e tem sido mantida com tripulações de número não inferior a três astronautas desde 2 de novembro de 2000. A cada troca da tripulação, a estação comporta duas equipes (uma em serviço e a próxima), bem como um ou mais visitantes. A EEI envolve-se em diversos programas espaciais, sendo um projeto conjunto da Agência Espacial Canadense (CSA/ASC), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (宇宙航空研究 ou JAXA), Agência Espacial Federal Russa (ROSKOSMOS) e Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos Estados Unidos.

Astronauta Italiana Samantha Cristoforetti
Astronauta Italiana Samantha Cristoforetti

A estação espacial encontra-se em órbita da Terra a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa. Devido à baixa altitude, a estação precisa ser constantemente re-posicionada na órbita devido ao arrasto aerodinâmico. A estação perde, em média, 100 metros de altitude por dia e orbita a Terra num período de cerca de 92 minutos. Em 27 de junho de 2008 (às 01:01 UTC) completou 55 mil órbitas desde o lançamento do módulo Zarya, o primeiro a ser lançado ao espaço. É comum associar à estação um estado de "gravidade zero", criando-se assim alguma confusão, pois tal gravidade zero não ocorre. A gravidade na estação espacial, tendo em conta um raio terrestre de 6378,1 km, é de 8,3 m/s² a 8,4 m/s², pela igualdade da Lei da Gravitação Universal(LGU) e o peso, o que é considerável. O efeito "gravidade zero" ocorre porque a estação está "cai eternamente" devido à curva originada pela "força centrípeta" a que está sujeita.

Atual tripulação da Estação com o italiano Luca Parmitano
Atual tripulação da Estação com o italiano Luca Parmitano


A Estação Espacial Internacional era servida principalmente pelas viagens continuas do ônibus espacial e pelas espaçonaves Soyuz e Progress. A última missão de um ônibus espacial - o Atlantis - foi realizada em 8 de julho de 2011. A estação é utilizada continuamente para experiências científicas (algumas cuja realização na superfície terrestre seriam de elevada dificuldade, mas de relativa facilidade em órbita). Atualmente a estação está pronta para abrigar tripulações de seis elementos. E será comandada a partir da ultima tripulação por um Astronauta Italiano Luca Parmitano. Até julho de 2006, todos os membros da tripulação permanente integravam os programas espaciais russo ou norte-americano. Atualmente, a EEI recebe tripulantes das agências espaciais europeia (da qual faz parte Luca), canadense e japonesa. A Estação também já foi visitada por muitos astronautas de outros países (entre estes o brasileiro Marcos César Pontes) e por turistas espaciais.

Cooperação internacional

O fim da guerra fria proporcionou uma aliança internacional de programas espaciais para a construção da Estação Espacial Internacional. Um consórcio de 15 países estão atualmente a participar na construção e nas experiências científicas na EEI: os Estados Unidos, a Rússia, o Canadá, o Japão e, através da Agência Espacial Europeia (ESA), a Bélgica, a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Itália, a Países Baixos, a Noruega, a Espanha, a Suécia, a Suíça e o Reino Unido.

Participação Italiana

A Itália é um dos países que mais contribuíram para o programa da Estação Espacial Internacional. Independentemente da participação da ESA, a Itália contribuiu para a Estação Espacial com os três módulos de logística multiusos MPLM, construídos pela Thales Alenia Space em nome da Agência Espacial Italiana. Projetados para integrar o compartimento do Ônibus Espacial, eles contêm os compartimentos pressurizados e transportam os vários instrumentos para experimentos a bordo da ISS. O design do módulo europeu "Columbus" é amplamente inspirado por esses três elementos. A Thales Alenia Space também construiu os módulos Harmony (Node 2) e Tranquility (Node 3) da estação e a estrutura de observação Dome e participa na concepção e construção do veículo de reabastecimento e para o re-boost da estação espacial ATV ( Veículo de Transferência Automatizado). O compromisso da Itália com o projeto está estimado em cerca de 520 milhões de euros (de 1996 a 2003) através dos programas da ESA e mais de 260 milhões de euros através do programa nacional. Os custos do programa nacional são quase exclusivamente concentrados no desenvolvimento do módulo MPLM . Também de origem italiana é a água necessária para o funcionamento do ISS e as necessidades de seus ocupantes. Em 2002, a SMAT de Turim foi, de fato, escolhida por uma comissão científica como uma empresa fornecedora. A empresa também foi selecionada porque é capaz de fornecer água minimamente mineralizada, preferida pelo pessoal americano e produzida pelas fontes de Pian della Mussa, e água com maior teor de sal, mais agradável aos astronautas russos e proveniente da usina de purificação de Grugliasco. O envio periódico em órbita começou em abril de 2008 e ocorre graças ao ATV/ICC (Automated Transfer Vehicle/ Integrated Cargo Carrier), realizzato da THALES ALENIA SPACE. 

Parabéns a nossa Itália, levando o pais a ser um dos mais promissores e tecnologicamente avançados na corsa ao espaço.

Marcos César Pontes
Marcos César Pontes

Participação brasileira

O Brasil assinou um acordo exclusivo e direto com a NASA para produzir hardware e, em troca, ter acesso aos equipamentos norte-americanos além de permissão para enviar um astronauta brasileiro à estação, o que aconteceu em 2006, quando o brasileiro Marcos César Pontes, o primeiro astronauta lusófono, esteve na estação, onde permaneceu por uma semana, transportado por um foguete russo. Contudo, o Brasil ficou fora do projeto de construção da Estação Espacial Internacional devido ao não cumprimento, da empresa subcontratada da Embraer, do contrato assinado, que foi incapaz de fornecer o Palete EXPRESS prometido. Após quase dez anos de participação, o país deixou de ser considerado na lista de fabricantes da base orbital. Segundo o especialista John Logsdon, diretor do Instituto de Políticas Espaciais da Universidade George Washington e membro do Comitê de Conselho da NASA,

 "já é tarde demais para o Brasil fazer qualquer coisa, a não ser como usuário da estação"

A Itália tem um contrato semelhante com a NASA para fornecer serviços semelhantes, mesmo que a Itália participe diretamente do programa, e está em dia com suas obrigações. Uma pena os governos passados do Brasil não ter cumprido o prometido, mas estas histórias em um recente passado nos ja conhecemos.

Em compensação o Brasil tem a Agencia Espacial Brasileira o Instituto de Areonautica e Espaço e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais que esperamos com o novo governo Bolsonaro nos faça esquecer algum deslize do passado, e aproveitando vamos nos deliciar com as fotos do Brasil e da Italia feitas do espaço.