it-Arautos do Evangelho

30.10.2019

Alvo de denúncias de rigidez por parte da rede Globo de Televisão atrai famílias em defesa aos Arautos do Evangelho, Associação Internacional de

Fiéis de Direito Pontifício, a primeira a ser erigida pela Santa Sé no terceiro milênio, o que ocorreu por ocasião da festa litúrgica na Cátedral de São Pedro em 22 de fevereiro de 2001. 

Composta predominantemente por jovens, esta Associação está presente em 78 países. Seus membros de vida consagrada praticam o celibato, e dedicam-se integralmente ao apostolado, vivendo em casas destinadas especificamente para rapazes ou para moças, os quais alternam a vida de recolhimento, estudo e oração com atividades de evangelização nas dioceses e paróquias,dando especial ênfase à formação da juventude.

Audiência com S.S. Papa João Paulo II por ocasião do Aprovação Pontifícia
Audiência com S.S. Papa João Paulo II por ocasião do Aprovação Pontifícia

Embora não professem votos e conservem-se no estado leigo - exceção feita de alguns que abraçam as vias do sacerdócio - os Arautos do Evangelho procuram praticar em toda a sua pureza fascinante os conselhos evangélicos.

Vivem normalmente em comunidade (masculinas ou femininas), num ambiente de caridade fraterna e disciplina. Em suas casas fomenta-se uma intensa vida de oração e estudo, seguindo-se a sapiencial diretriz do S.S. Papa João Paulo II:

"A formação dos fiéis leigos tem como objetivo fundamental a descoberta cada vez mais clara da própria vocação e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la no cumprimento da própria missão" (Christifidelis Laici, 58).

Seu fundador é Mons. João Scognamiglio Clá Dias.

Outra categoria de membros são os Cooperadores, os quais "embora sintam-se identificados com o espírito da Associação - lê- se nos Estatutos - não podem comprometer-se plenamente com os objetivos dela, devido a seus compromissos sacerdotais, ao fato de pertencerem a algum instituto de vida consagrada ou sociedade de vida apostólica, ou a seus deveres matrimoniais ou profissionais".

Leigos, casados ou solteiros que vivem no mundo, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas, leigos de vida consagrada ou membros de outras associações ou movimentos apostólicos, os Cooperadores dos Arautos do Evangelho, além de observarem os preceitos e deveres próprios a seu estado, esforçam-se por viver em conformidade com o carisma e a espiritualidade da Associação, dedicando a ela seu tempo livre e se comprometendo a cumprir certas obrigações.

Finalidade

Nos primeiros artigos de seus Estatutos encontra-se delineada a vocação dos Arautos do Evangelho: "Esta Associação .... nasceu com a finalidade de ser instrumento de santidade na Igreja, ajudando seus membros a responderem generosamente ao chamamento à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade, favorecendo e alentando a mais íntima unidade entre a vida prática e a fé. ....

Além disso, a Associação tem como fim a participação ativa, consciente e responsável de seus membros na missão salvífica da Igreja através do apostolado, ao qual estão destinados pelo Senhor, em virtude do Batismo e da Confirmação. Devem, assim, atuar em prol da evangelização, da santificação e da animação cristã das realidades temporais."

Espiritualidade

Os Arautos têm sua espiritualidade alicerçada em três pontos essenciais: a Eucaristia, Maria e o Papa, como está definido nos seus estatutos:

"A espiritualidade tem como linhas mestras a adoração a Jesus Eucarístico, de inestimável valor na vida da Igreja para construí-la como una, santa, católica e apostólica, corpo e esposa de Cristo (EE 25, 61); a filial piedade mariana, imitando a sempre Virgem e aprendendo a contemplar n'Ela o rosto de Jesus (NMI 59); e a devoção ao Papado, fundamento visível da unidade da fé (LG 18)."

Esses pontos estão representados em destaque no brasão que os distingue.

Carisma

Seu carisma os leva a procurar agir com perfeição em busca da pulcritude em todos os atos da vida diária, mesmo estando na intimidade e está expresso no sublime mandamento de Jesus Cristo: "Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito" (Mt 5, 48).

Para o Arauto do Evangelho, este chamamento à perfeição não deve ficar restrito aos atos interiores, mas exteriorizar-se em suas atividades, de modo que melhor reflitam a Deus. Isto quer dizer que ele deve revestir de cerimonial as suas ações cotidianas, seja na intimidade de sua vida particular, seja em público, na obra evangelizadora, no relacionamento com os irmãos, na participação da Liturgia, nas apresentações musicais e teatrais, ou em qualquer outra circunstância.

Esta procura da perfeição significa não só abraçar a verdade, praticar a virtude, mas também fazê-lo com pulcritude, com beleza, a qual pode ser importante elemento de santificação.

Com razão lembra o Santo Padre, na Carta aos Artistas, o oportuno ensinamento do Concílio Vaticano II:

O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero. A beleza, como a verdade, é a que traz alegria ao coração dos homens, é este fruto precioso que resiste ao passar do tempo, que une as gerações e as faz comungar na admiração".

Arautos com Papa Bento XVI
Arautos com Papa Bento XVI

Evangelização através da cultura e da arte

Por verem na cultura e na arte eficazes instrumentos de evangelização, os Arautos habitualmente lançam mão da música, tanto pelas vozes como pelos instrumentos.

Assim é que grande número de coros, orquestras e conjuntos musicais foram constituídos por Arautos, a fim de levar sua mensagem de fé e de esperança à sociedade contemporânea .

Esse papel tão importante da arte tem sido ressaltado pelo Papa Bento XVI - ele mesmo um grande apreciador de música - em várias ocasiões, como por exemplo nas palavras finais de agradecimento pelo concerto oferecido pelo Presidente da República Italiana por ocasião do terceiro aniversário do pontificado, a 24/04/2008:

Arautos na Italia - Araldi del Vangelo
Arautos na Italia - Araldi del Vangelo

Existe uma misteriosa e profunda relação entre música e esperança, entre canto e vida eterna: por este motivo a tradição cristã representa os espíritos bem-aventurados, enquanto cantam no coro, raptados e extasiados pela beleza de Deus. Porém a arte autêntica, como a oração, não nos torna alheios à realidade cotidiana; mas nos conduz a ela para "impregná-la" e fazer que reviva, para que dê frutos benéficos e paz".

Carta dirigida ao Grupo Globo, em consequência de uma série de reportagens caluniosas veiculadas no programa 'Fantástico', em telejornais da Rede Globo, e na rádio CBN, assinadas por 614 integrantes.

Nós, integrantes do ramo feminino dos Arautos do Evangelho, religiosas da Sociedade de Vida Apostólica Regina Virginum, acompanhadas de ex-integrantes de ambas as instituições, vimos a público manifestar nossa indignação e veemente repúdio à infame campanha de calúnias e difamações divulgada por determinados veículos de mídia, em especial a Rede Globo de televisão, através do programa Fantástico, e a Rádio CBN.

O preconceito ao catolicismo da parte do Grupo Globo é do conhecimento geral de todos, mas agora a novidade é que se volta diretamente contra nós, mulheres, destruindo nossa reputação e julgando-nos vítimas ineptas de um regime de opressão e abusos que só existe na mente das pessoas desprovidas de credibilidade que inventaram as referidas calúnias e mentiras.

Algumas dentre nós, que se dispuseram a contestar o leque de acusações - que vai desde racismo até infames abusos contra a castidade - foram ignoradas publicamente pelo repórter do Grupo Globo, o qual demonstrou desprezo a elas, e com isso ofendeu a nós enquanto mulheres, não nos dando oportunidade de apresentar a realidade que vivemos e testemunhamos.

Com essa postura, o Grupo Globo nos desrespeita enquanto membros da Igreja Católica, transmitindo ao público a ideia de que ocultamos injustiças e aceitamos situações contrárias à moral e à fé católicas.

A divulgação de denúncias infundadas, fatos distorcidos, mentiras e calúnias agride da maneira mais vil não só a reputação e a honra de Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP, e das instituições por ele fundadas, mas também a nossa, enquanto testemunhas de sua ilibada integridade moral e castidade. Ao pretender atacar a reputação de Monsenhor João, o Grupo Globo, por tabela, causa dano à nossa honra e imagem, e a isso nos oporemos com todas as nossas forças, fazendo valer os nossos direitos, inclusive por meio de ações judiciais pertinentes.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que "antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade" (CIC n. 675).