Idosos em aumento na Itália

12/04/2019

Itália o país mais idoso da União Europeia, com uma taxa de 168,9 pessoas com mais de 65 anos para cada 100 jovens com menos de 15, infelizmente novo recorde nacional.

Estes números se referem ao dia primeiro de janeiro de 2018, e foram divulgados no dia 11 pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) confirmando o contínuo envelhecimento da população italiana, superando o precedente índice de 168,7 idosos para cada 100 jovens. "na Europa, a Itália se mantém no primeiro lugar do ranking decrescente de índice de velhice", diz o Istat. Motivos: baixa natalidade no país, chegando a 1,32 filho por mulher no ano de 2018, inferior ao mínimo suficiente para garantir a manutenção da população (2,1 filho por mulher).

Junto com a Espanha, o  índice é o menor em toda a Europa e a Itália já acumula varios anos seguidos de redução populacional e busca maneiras de incentivar os casais a terem mais filhos. O esvaziamento só não é maior devido à presença de estrangeiros, e migrantes que  totalizavam 5,1 milhões  (8,5% da população total), um aumento de 1,9% na comparação com o ano anterior.

Italiano indo, estrangeiro chegando. A Itália é hoje um país de imigração e emigração. Em 2017, são estimados cerca de 153.000 cancelamentos de registros para países estrangeiros, um aumento desde 2007, mas um pouco abaixo (2.6% menos) do que em 2016. Os principais destinos para os italianos são o Reino Unido, Alemanha, Suíça e França. Aumentam os graduados que "fogem" são 25.000 em 2016 contra 19.000 em 2013. Mas também aumentou o número de estrangeiros que se tornam italianos: em 2016, existiam mais de 201.000 novas  aquisições de cidadania em 2017 e é estimada em mais de 224.000 (na verdade muitas destas para depois morar em outros países como os Estados unidos) .

Nascimentos ao mínimo 

Pelo nono ano consecutivo, os nascimentos diminuíram: em 2017, foram estimados em 464 mil, 2% a menos que no ano anterior e um novo mínimo histórico. Em 2017, estima-se que os nascidos com pelo menos um genitor estrangeiro estejam em torno de 100 mil (21,1% do total de nascimentos). Desde 2012, a contribuição em termos de nascimentos da população estrangeira residente vem diminuindo. Em particular, os nascidos de ambos os pais estrangeiros diminuíram, com uma estimativa de 66 mil em 2017 (14,2% do total de nascimentos). Embora permanecendo em níveis significativamente mais elevados do que os dos cidadãos italianas (1,95 em comparação com 1,27 de acordo com estimativas em 2017), o número médio de filhos de cidadãos estrangeiros diminui, como resultado da dinâmica migratória e sua estrutura etária que parece "envelhecido" em comparação com o passado.