Espumante Italiano bate Record

31/08/2018

ROMA \ aise \ - As vendas de espumante italiano no exterior registram um recorde histórico em 2018, com um aumento de 14% em valor em relação ao ano anterior. Isto é o que surge de uma análise da Coldiretti com base nos dados do ISTAT para os primeiros cinco meses do ano, no início da colheita do Prosecco, as bolhas mais vendidas no mundo.

Antecipando-se aos dez dias em relação ao histórico, as condições climáticas atuais, na verdade, pressionam muitos a acelerar as operações de colheita naquelas vinhas onde as uvas atingiram características ótimas antes do retorno do mau tempo.

Fora da Itália, explica Coldiretti, os consumidores mais apaixonados do vinho espumante italiano são os Estados Unidos, seguidos pela Grã-Bretanha e à distância da Alemanha. Mas significativo é o crescimento de 20% das vendas na França, casa de champanhe e concorrente tradicional do nosso espumante.

No ranking dos vinhos espumantes italianos favoritos do mundo, além do Prosecco, entre outros, Asti e Franciacorta concorrem a par com o prestigioso champanhe francês. Um sucesso que, especifica a Coldiretti, impulsiona o vinho espumante italiano nos mercados internacionais, onde as exportações foram iguais a 1,36 bilhão em todo o ano de 2017.

A demanda externa é uma boa premissa para a safra que, segundo a Coldiretti, promete boa qualidade com um aumento de 10% a 20% em relação ao ano passado, o que coloca a Itália em primeiro lugar no mundo como país produtor de bolhas com uma quantidade de quase 700 milhões de garrafas, das quais cerca de dois em cada três de Prosecco.

Apesar disso, acrescenta Coldiretti, o diferencial de preço médio por garrafa ainda é muito alto em comparação com as bolhas francesas, com preços médios muito mais altos.

Infelizmente, com o sucesso, crescendo, tem fake do prosecco em todos os continentes,da Europa que vende garrafas de Kressecco e Meer-Secco fabricados na Alemanha, que se referem claramente ao nosso Prosecco nacional, vendido até nos pubs ingleses. Sem mencionar as imitações presentes da Rússia à América do Sul que correm o risco de serem legitimadas pelas negociações em curso com os países do Mercosul. Nisto O Brasil e a Argentina tentam se colocar entre os maiores fake do prosecco, com menor qualidade, tentando exportar citando prêmios inexistentes.