Cristãos assassinados valem menos de Muçulmanos assassinados?

16/03/2019

52 Cristãos mortos e mutilados por Militantes muçulmanos jihadistas Fulani, no mesmo dia dos atentados da Nova Zelândia.

Esta noticia nenhum jornal e TV Brasileira informou, idem na Europa e na Asia, mas os 50 mortos na Nova Zelândia foram destaque no mundo todo em todas as televisões e redes sociais.

Porque isto? O cristão vale meno que o musulmano? Não é isto o principal motivo da loucura do atirador na Nova Zelândia. Invasão cultural e termino dos direitos dos moradores do pais incluindo a destruição do cristianismo ? Cadê o Papa?

O número recente de mortes de cristãos na Nigéria chegou a 120 com o massacre desta semana, de 52 cristão na Nigeria, mas os assassinados de grupos muçulmanos sobre cristão passou de dezenas de milhares nos últimos anos.

Militantes muçulmanos jihadistas Fulani se tornaram uma ameaça maior para os cristãos nigerianos do que o grupo terrorista islâmico Boko Haram. Simplesmente invadiram, na última segunda-feira, no estado de Kaduna, na Nigéria as aldeias de Inkirimi, Dogonnoma e Ungwan Gora na Área do Governo Local de Kajuru, destruindo 143 casas e matando 52 pessoas e deixando o mesmo numero de feridos. Os assaltantes supostamente dividiram-se em três grupos, o primeiro dos quais disparou contra o povo, o segundo incendiou edifícios e o terceiro perseguiu pessoas que fugiam da cena. As vítimas do ataque incluíram mulheres e crianças.

O site portas Abertas que segue Cristãos perseguidos diz:

Os cristãos estão sendo mortos pela sua fé em mais países que antes. O triste número de cristãos mortos permanece em especial em países da África Subsaariana - uma zona de morte na última década. Mas no período de relato das pesquisas da Lista Mundial da Perseguição 2017, a violência mais abrangente registrada foi no Paquistão. Militantes islâmicos atacaram cristãos em um parque público no domingo de Páscoa, em Lahore, matando dezenas de pessoas, entre adultos e crianças. Bangladesh também experimentou um ano de ataques, o que surpreendeu um governo que se orgulhava de sua abordagem secular. Não só os cristãos ex-muçulmanos (que são rotineiramente alvos), mas também outros cristãos se viram vítimas da violência. Três cristãos foram mortos no Vietnã, onde existe uma enorme igreja entre as minorias tribais. Um cristão também foi morto no pequeno Laos por causa de sua fé. Na América Latina, onde grandes territórios são controlados pelos narcotraficantes ou pela guerrilha, enfrentar a corrupção pode ser fatal. Vinte e três líderes cristãos foram mortos no México e quatro na Colômbia. É raro ter um período de relato onde os assassinatos de cristãos foram mais dispersos geograficamente. Por ironia, houve menos relatos de que cristãos haviam sido mortos na Síria e no Iraque, já que a maioria já deixou o território quando o Estado Islâmico estabeleceu um califado em 2014.

A PERSEGUIÇÃO HOJE

A cada ano, a perseguição aos cristãos se intensifica no âmbito global. O número de cristãos com medo de ir à igreja ou que já não têm uma igreja aonde ir tem aumentado, bem como daqueles que têm de escolher entre permanecer fiel a Deus ou manter seus filhos seguros. Ou das vítimas da violência extrema que perdem familiares, casa, bens e liberdade por compartilhar a mesma crença de muitos aqui no Brasil: a fé em Jesus Cristo.

Em sua compreensão clássica, a perseguição religiosa é realizada ou respaldada pelo Estado. A realidade, porém, mostra que isso não é geralmente o que acontece. Nos dias de hoje, o papel de agentes não estatais é cada vez mais visível - um exemplo disso são os grupos extremistas, tais como Estado Islâmico, Boko Haram e Al-Shabaab.

Outros atores sociais também podem ser mencionados: agentes da sociedade civil, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, líderes eclesiásticos, movimentos radicais, cidadãos comuns formando motins, os próprios familiares, partidos políticos, revolucionários, grupos paramilitares, cartéis ou redes de crime organizado ou organizações multilaterais.

Imagens do atentado de dois dias atraz, cristãos perseguidos e mortos pelo Grupo islamico
Imagens do atentado de dois dias atraz, cristãos perseguidos e mortos pelo Grupo islamico

Não há uma definição universalmente aceita acerca da perseguição

Cortes, legisladores e estudiosos abordaram o conceito sob diferentes perspectivas. A Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, adotada em 1951, não define a perseguição. Entretanto, alguns tentaram estabelecer um padrão elevado para determinar se uma situação pode ser tida como perseguição ou não, como o 3º Circuito da Corte de Apelos dos Estados Unidos e a Comissão Preparatória para a Corte Criminal Internacional.

A Lista Mundial da Perseguição, relatório anual que respalda o trabalho da Portas Abertas, no entanto, define perseguição religiosa como "qualquer hostilidade experimentada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo. Isso pode incluir atitudes hostis, palavras e ações contra cristãos".

O motivo de a jurisdição internacional colocar um padrão tão elevado é clara: se o nível não for alto, isso pode levar a uma situação em que a comunidade internacional tem de enfrentar sérios desafios em prover proteção a muitas pessoas que reivindicam a condição de "perseguição". Esse medo da comunidade internacional tem o lado negativo de subestimar a variada dimensão da perseguição, especialmente a contínua pressão que cristãos (e outras minorias) enfrentam em suas diferentes esferas da vida.

A metodologia da Lista Mundial da Perseguição tem a intenção de rastrear, documentar, analisar e divulgar esses desafios que cristãos enfrentam em suas vidas diárias.

Essa perseguição, segundo Finke e Grim¹, segue um ciclo de evolução, em que grupos sociais e governo estão continuamente fortalecendo um ao outro contra as minorias religiosas. O ciclo em geral se origina com um grupo social específico em um país que representa uma religião ou ideologia na tentativa de manipular o governo. A partir daí, a perseguição começa a se enraizar e desenvolver.

Sacerdote celebra missa na igreja de São Tiago, em Yobe (Nigéria) armado
Sacerdote celebra missa na igreja de São Tiago, em Yobe (Nigéria) armado

Segundo a Lista Mundial da Perseguição, os seis estágios da maior parte das fontes de perseguição são:

1. Um grupo social pequeno que representa uma religião ou ideologia específicas espalha suas ideias às custas de outro(s) grupo(s). Muitas vezes, um vácuo social ou político apresenta um excelente terreno fértil para tais ideias.

2. Movimentos fanáticos crescem a partir desse grupo inicial ou se reúnem em torno dele para exercer pressão sobre a sociedade e o governo por meio de estratégias de mídia e/ou de ataques físicos a membros de outros grupos.

3. A violência perturba a sociedade, mas os governos e as forças de segurança deixam movimentos fanáticos impunes enquanto culpa outros grupos por serem a causa da agitação social simplesmente por existir.

4. Ação de movimentos radicais é reforçada e atrai mais e mais adeptos. Isso resulta em uma maior pressão sobre o governo para que colabore com sua agenda e também a mais pressão e/ou violência contra outros grupos. Por vezes, cidadãos se unirão por medo, em vez de por convicção.

5. Por fim, sociedade e governo pressionam membros de outros grupos até o ponto de quase sufocá-los. Isso se estende a todas as esferas da vida e da sociedade.

6. O ambiente cultural todo é tomado pela agenda do grupo social altamente "encarregado" que representa uma religião ou ideologia específica (ponto 1), e a visão de mundo que está intrisecamente ligada a essa agenda torna-se a principal fonte cultural.

O intervalo de tempo em que as fontes de perseguição levam a se desenvolver dos estágios 1 a 6 pode variar dependendo do contexto do país e do tipo de perseguição. Esse processo também pode ser contínuo ou descontínuo, claramente visível ou menos visível, como mostra a história da perseguição.

Afinal É Triste o que aconteceu na Nova Zelândia, mas Ainda Mais Triste é o que acontece todo dia no mundo e a maioria dos meios de comunicação nem relatam, Ordem e Progresso e o Site Italia não, nós estamos aqui para divulgar a verdade e não vamos fugir da responsabilidade de falar isto para vcs.

Djávlon

Fontes; Portas Abertas e Breitbart