Covid-19: a hidroxicloroquina funciona, uma prova irrefutável

27/07/2020

MATÉRIA FORNECIDAS POR
Autor(es): Michel Jullian e Xavier Azalbert - FranceSoir
Publicado em 13/07/2020 às 21:53 - Atualizado às 22:21

Adendo de 16 de julho de 2020:

Em 14 de julho, algumas pessoas perguntaram sobre os dados suíços. Segundo o último dado disponível, a Suíça reclassificou alguns pacientes. Mas nenhuma informação está disponível para a data de hoje. Entramos em contato com o OFSP, sem resposta até o momento.

O que podemos dizer é que a fonte usada para a análise da Universidade Johns Hopkins, relata as seguintes informações: são 1.968 mortes na Suíça até hoje. De acordo com os dados da OFSP, existem 1.688 mortes no gráfico apresentado, mas há também uma observação que explica que 158 casos não foram representados devido à falta de dados. Como resultado, há uma diferença de 280 mortes entre os dois bancos de dados.

Em comparação, Johns Hopkins registra 30.032 mortes na França e a Organização de Saúde Pública (santé publique) tem 30.029 mortes. Uma discrepância de 3 mortes na data da publicação.

Dado que a Johns Hopkins carrega dados quase em tempo real de vários países, a suposição predominante é que os dados da Johns Hopkins estão corretos. A menos que a resposta factual e fundamentada da OFSP se baseie nas diferenças de 280 mortes, os dados utilizados parecem confiáveis. O OFSP entrou em contato conosco em 16 de julho com uma mensagem e solicitamos esclarecimentos para entender as discrepâncias e reclassificações feitas, pois parece haver algumas discrepâncias nos dados publicados. Informamos ao leitor que este trabalho está sujeito a modificações.

Sempre é possível encontrar um argumento a favor do resultado de um estudo

Longas discussões inflamaram a web e as redes sociais sobre o papel da hidroxicloroquina como tratamento contra a Covid-19. Essas trocas muitas vezes se resumem a jogar na cara os resultados de vários e variados estudos. Seguiu-se um debate de especialistas sobre a validade do estudo e os vários protocolos, permitindo que cada um tivesse a oportunidade de apresentar seus argumentos orientados, com certa má-fé. De fato, sempre é possível encontrar um argumento a favor do resultado de um estudo, se ele tende a demonstrar a ineficácia da hidroxicloroquina e vice-versa.

Quando sua eficácia não está em questão, falamos sobre seus efeitos colaterais. A realidade é que este medicamento é prescrito há 65 anos (1955). Seus efeitos colaterais e precauções de uso estão bem documentados.

Um debate quase incompreensível para os franceses

É cada vez mais difícil para os espectadores ou leitores saber para onde ir. Os debates de especialistas relacionam pontos de detalhes tão específicos que esquecemos o essencial: houve mortes, muitos mortos e doentes. Enquanto especialistas de um determinado mundo médico desconectado da realidade debatiam em aparelhos de televisão, outros médicos estavam lutando contra a doença, sem ter o direito de prescrever de acordo com a sua consciência (de acordo com as normas razoavelmente estabelecidas da ciência médica). O estudo do The Lancet, causou grandes danos aos pacientes, pois, como resultado imediato, foi seguido por muitos, gerando a suspensão da prescrição e autorizações de uso da hidroxicloroquina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu suspender os ensaios, ou simplesmente proibir a distribuição do medicamento. Suíça fez o mesmo em 27 de maio de 2020.

O estudo fraudulento foi retirado em 4 de junho, mas os pacientes suíços permaneceram privados deste tratamento até o dia 11 de junho, "O BDPA decidiu levantar as medidas postas em prática para a sua prescrição e dispensação. De acordo com os críticos da hidroxicloroquina, a Plaquenil® e Zentiva®, esses 15 dias de proibição não devem ter impacto na sobrevida dos pacientes. Mas esse não é o caso: basta observar a evolução ao longo do tempo, da proporção de mortes, entre os casos recentemente resolvidos, apenas para descobrir que a hidroxicloroquina, a única molécula banida nesse período, funciona.

A hidroxicloroquina salva vidas

A colaboração de três internautas, foi suficiente para resolver esse enigma (veja o artigo "história de uma descoberta"): a descoberta de uma rigorosa suspensão temporária da HCQ na Suíça, gerou um aumento do índice de novos mortos por casos resolvidos (nrCFR)*. A observação de um "Aumento" em aproximadadmente 2 semanas neste índice, para a Suíça, foi o elo dessa suspensão. E, finalmente, com a análise dos dados, foi possível concluir pela existência de significância estatística dessa correlação, com um grau de confiança muito alto (> 99%). Todas as análises foram feitas a partir de dados internacionais, "séries temporais globais", "Mortes" e "Recuperados" da Universidade Johns Hopkins, atualizados todas as noites.

Hydroxychloroquine Switzerland, índice nrCFR criação Michel Jullian (2020)

Vamos dar uma olhada no período em que a hidroxicloroquina foi proibida na Suíça, ou seja, desde 27 de maio até 11 de junho de 2020. Em 27 de maio foi o 5º dia após a publicação do estudo crítico da revista The Lancet, que pretendia demonstrar a toxicidade e ineficácia da hidroxicloroquina. As consequências desta publicação tiveram um impacto global, levando à suspensão da hidroxicloroquina e, assim, privando muitos pacientes do tratamento. Essa proibição do pretexto de "precaução" certamente causou muito mais dano aos pacientes do que o que nossos ministros da saúde disseram.

Observando a curva de evolução desse índice para a Suíça, notamos uma "onda de excesso de letalidade" nas duas semanas, que vão de 9 a 22 de junho, com um atraso de 12 dias em comparação com o período de suspensão do uso de hidroxicloroquina pela OMS. Isso demonstra, sem uma possível refutação, o efeito de interromper a entrega e o uso deste medicamento na Suíça (país que segue as recomendações da OMS, com sede em Genebra). Durante as semanas anteriores à proibição, o índice nrCFR flutuou entre 3% e 5%. Cerca de 13 dias após o início da proibição, o índice nrCFR aumenta consideravelmente entre 10% e 15% em 2 semanas. Cerca de 12 dias após o fim da proibição, a letalidade volta a um nível mais baixo.

Estávamos procurando um sinal, uma prova, aqui está o tamanho de um país como a Suíça. Quase o tamanho da Ile-de-France (região de Paris)

Que argumentos o Ministro da Saúde e os especialistas em estudos controlados randomizados se opõem a essas evidências prosaicamente observacionais flagrantes?

A The Lancet e a Organização Mundial da Saúde terão servido a um propósito. Graças a eles!

Uma diferença estatisticamente significante

Para aqueles que não estão convencidos do resultado observacional, foi realizado um teste de diferença estatística comparando os três períodos: 28 de Maio a 08 de junho, 09 de junho a 22 de junho e 23 de junho a 06 de julho. O período de 09 de junho a 22 de junho, é aquele em que o índice aumentou, exatamente 13 dias após a suspensão da hidroxicloroquina. É claro que existe um efeito de atraso entre a interrupção da prescrição do medicamento e possíveis mortes, o que explica o atraso desses 13 dias.

Teste estatístico do índice nrCFR (FRANCESOIR, 2020)

Por isso, observa-se que para o período de 28 de maio até 08 de junho, o índice é 2,39% e, em seguida, sobe para 11,52% ou 4,8 vezes maior e, em seguida, cai para 3%.

Ao testar a significância estatística entre as várias observações, a diferença é significativa em 99% com p <0,0001. E exatamente 13 dias após o reinício da prescrição da HCQ, o índice caiu para 3%, e esse foi novamente um efeito significativo.

E para a França

Para a França, no mesmo período, este índice é encontrado no gráfico abaixo. Observe que durante o período de proibição da hidroxicloroquina na Suíça, o índice nrCFR foi quase idêntico entre a França e a Suíça.

França x Suíça, índice nrCFR criado por Michel Jullian (2020)

Esta informação importante deve, de uma vez por todas, fazer com que todos concordem.

Nota do editor:

Agradecimentos a Nathalie Izzo (@ Nathalienath19) e Annie Wypychowski.

O índice nrCFR foi criado por Michel Jullian.

Traduções: Smackenziekerr & Paul Greeff (Inglês) e Prof. Peterson Dayan (Português)