Corredor Vasariano Florença

03/03/2019

Florença (Firenze), uma das cidades artísticas mais importantes do planeta e

entre 1434 e 1737 a mais importante capital politica da Europa e de consequência do mundo, quem dominava era a família Medici, grandes soberanos, mas também grandes mecenas da arte em todos os sentidos, em Florença os maiores artistas, escritores, filósofos a final tudo o que o homem poderia fazer na forma melhor em Florença acontecia sendo que foram capazes de trazê-la totalmente sob seu poder familiar, possibilitando um ambiente onde a arte e o humanismo pudesse florescer afinal eles fomentaram e inspiraram o nascimento da Renascença italiana, juntamente com outras famílias da Itália, como os Visconti e Sforza de Milão, os Este de Ferrara, e os Gonzaga de Mântua.

Corredor Vasariano coligação Palazzo Vecchio-Uffizi
Corredor Vasariano coligação Palazzo Vecchio-Uffizi

Hoje em Florença podemos ver o palácio aonde eles dominavam (Palazzo Vecchio), a escola de arte hoje museu (Museo degli Uffizi), a ponte dos ourives (ponte Vecchio) e o Palácio aonde moravam (Palazzo Pitti), o que a maioria das pessoas e turista não sabem e que acima de tudo isto passa o Corredor do Vasari, uma passagem quase secreta para conectar o Palazzo Vecchio a Galleria degli Uffizi ao Palazzo Pitti, passando por cima de Ponte Vecchio, o corredor foi idealizado pelo artista e critico de arte Vasari em 1565.

O Corredor de Vasari foi construído em apenas cinco meses a mando do Duque Cosimo I de 'Medici em 1565 por Giorgio Vasari, que já tinha feito a Galeria Uffizi. O trabalho foi encomendado para coincidir com o casamento entre o filho do grão-duque, Francesco e Giovanna (Johanna) da Áustria.

A ideia do caminho de acesso foi criada para dar oportunidades para os Grandes Duques de circularem livremente e com segurança de sua residência para o palácio do governo, em um periodo de incertezas aonde a segurança dos governantes era uma prioridade depois da abolição da antiga República Florentina, embora os órgãos republicanos fossem apenas simbólicos por quase um século.

Corredor Vasariano coligação Uffizi-Rio Arno-Ponte Vecchio
Corredor Vasariano coligação Uffizi-Rio Arno-Ponte Vecchio

O mercado de carne que era a antiga atividade no Ponte Vecchio foi movido para evitar maus cheiros à passagem do Grão-Duque e em seu lugar foram transferidos para as lojas de ourives que ainda ocupam a ponte.

O corredor tem um caminho relativamente linear construído sem restrições substanciais e respeitando o mapa dos edifícios existentes. A única exceção é o passeio ao redor da torre Marinelli no final da Ponte Vecchio, às objeções extenuantes dos proprietários da família deste edifício medieval na demolição planejada da mesma tiveram que modificar de pouco o percurso. No centro da Ponte Vecchio há uma série de grandes janelas panorâmicas sobre o Arno em direção à Ponte Santa Trinità. Dessas janelas, muito diferentes das pequenas e discretas vigias da Renascença, duas existiam desde sua construção acima do arco central e Mussolini mandou fazer mais duas em 1938 por ocasião da visita oficial de Adolf Hitler (maio de 1938).

Diz-se que a vista era muito agradável ao Führer e os líderes nazistas que foram capazes de apreciá-lo, e talvez fosse a razão possível que salvou a ponte da destruição, ao contrário do destino de todas as outras pontes destruídas pelos Alemães em retirada. Imortalizada em um episódio do filme Paisà de Roberto Rossellini, a passagem pelo Corredor Vasari, no final da Segunda Guerra Mundial, era o único ponto de travessia norte-sul da cidade.

Desenho do percurso do corredor Vasariano A.Pomella
Desenho do percurso do corredor Vasariano A.Pomella

Depois de passar o Rio Arno, o corredor continua por cima da loggia da fachada de Santa Felicita e com uma varanda, protegida dos olhos por um portão pesado, diretamente na igreja, para que os membros da família grão-ducal pudessem assistir à missa sem descer entre as pessoas.

Atualmente o Corredor de Vasari faz parte do Uffizi, e dentro dele é coletada a maior e mais importante coleção no mundo dos auto-retratos e uma parte dos retratos dos séculos XVII e XVIII.

O moderno itinerário do museu começa no Uffizi e termina nos Jardins Boboli, perto da Grotta del Buontalenti.

A coisa boa e que agora vai ser reaberto ao publico e você poderá velo em toda sua extensão. A partir de 2021, o Corredor de Vasari, aqueles 760 metros 'suspensos' estarão abertos ao público.