Começa Universiade em Nápoles no lugar de Brasilia

03/07/2019

Hoje quarta-feira dia 3 de julho 2019 deveria ser um dia histórico para o esporte brasileiro. Dez mil atletas deveriam abrir no Estádio Mané Garrincha o quarto mega-evento seguido sediado no Brasil. Seis anos após ser atribuída a Brasília, a Universíade de 2019 começa hoje em Nápoles, na Itália, sem ainda ter cortado totalmente seus laços com o Brasil, principalmente financeiros. O evento, agora longe do Brasil, deixou uma dívida de 23 milhões de euros (praticamente R$ 100 milhões) para o governo do Distrito Federal. 

A Universíade é o segundo maior evento poliesportivo do mundo, menor apenas que os Jogos Olímpicos de Verão. 

Fazendo jus ao slogan #ToBeUnique (Para ser Único) da competição, a edição deste ano terá algo inédito. Pela primeira vez na história, parte das delegações estarão hospedadas em dois transatlânticos ancorados no porto, na Estação Marítima. Os dois luxuosos navios irão alojar aproximadamente 4 mil dos 10 mil atletas e delegados de 127 países que farão parte da Universíade. 

Cerca de 10 mil atletas deveriam participar do torneio realizado a cada dois anos. Nápoles está recebendo apenas cerca de 6 mil. A versão 2019 da competição é enxuta porque precisou ser organizada em cima da hora. Culpa do Brasil. Alias culpa de Agnelo Queiroz (PCdoB) que contava com o apoio do então Ministério do Esporte Aldo Rebelo, reduto do PCdoB nos governos Lula e no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. O PCdoB é soberano na UNE, a união dos estudantes, e tem forte presença entre os universitários, mas esqueceu de pagar. 

Quer dizer: ganhou o direito de comprar a competição. Porque a Federação Internacional de Esporte Universitário (FISU, na sigla em inglês) vende os direitos sobre os Jogos, em um modelo diferente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que é parceiro na organização das Olimpíadas. Pelo contrato, o governo do Distrito Federal deveria pagar uma taxa de 23 milhões de euros. Acontece que esse valor nunca foi pago e em 2016 foi decidido dar a Nápoles a organização, um pouco mais enxuta mas com a qualidade organizava italiana.

Mais uma presepada dos Governos Lula e Dilma, depois dos roubos no Panamericano 2007, Copa do Mundo 2014 e Olimpíades de 2016.