Che assassino de crianças ou herói ?

14/05/2019

Alguém a esquerda disse "a revolução justifica as mortes". Qualquer tipo de figura histórica responsável por atrocidades, de Mao Tse-Tung, Mehmed Talat Lenin a Hitler e Pol Pot, de Jiang ZeminJoseph Stalin até um Rei o Belga Leopoldo II, não merece idolatria, independente de qualquer "bem maior político"

Assassino e fascinado por armas que foi, Che também não deveria receber nenhum tipo de grande mérito, nem pelos esquerdistas mais convictos.

Che após sua morte
Che após sua morte

"Papai, eu queria confessar que agora eu descobri que realmente gosto de matar." 

Che Guevara (apud BRAVO, 2004, p.136)

"Não preciso de prova para executar um homem - apenas de prova acerca da necessidade de executá-lo." 

Che Guevara (apud ORTEGA, 1970, p.179).

As estimativas apontam para algo como 14 mil execuções sumárias na primeira década da revolução, sem nada sequer parecido com um processo judicial. Dezenas de milhares de cubanos morreram tentando fugir do "paraíso" comunista. Cuba tinha uma das maiores rendas per capita da região em 1958, e teve sua economia destroçada pelas medidas coletivistas do ministro Che. Nada disso impediu a revista "Time" de louvá-lo como um herói, ao lado de Madre Teresa de Calcutá. Roqueiros como Santana gostam de associar sua imagem à de Che. Será que ainda o fariam se soubessem que sua primeira ordem oficial ao tomar a cidade de Santa Clara foi banir a bebida, o jogo e os bailes como "frivolidades burguesas"? O próprio neto de Che, Canek Sánchez Guevara, não escapou da perseguição. O guitarrista sofreu nas garras do regime policialesco que seu avô ajudou a criar, e preferiu fugir de Cuba. Homossexuais também foram vítimas de perseguição e acabaram em campos de trabalho forçado.

'Não demorem com esses julgamentos. Isso é uma revolução: provas são secundárias. Temos que agir por convicção'.

Homem antes do fuzilamento em Cuba
Homem antes do fuzilamento em Cuba

Mas ai vem a noticia, para mim absurda mas que deixo vocês julgar !!? 

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) dispôs que os escritos de Ernesto Che Guevara sejam incluídos no Programa Memória do Mundo, ou seja, como "Patrimônio da Humanidade". Segue abaixo um relato de Pierre San Martín sobre o tipo de homem que a ONU homenageia. mesmo eu tendo minha opinião sobre este sr., nosso papel não é julgar, nosso papel e informar com a verdade, o julgamento vamos deixar para vocês.

Pierre San Martín

Aconteceu durante os últimos dias de dezembro de 1959; na escuridão da cela, dezesseis de nós dormiam no chão, enquanto outros dezesseis ficavam de pé, para que então pudessem descansar. Mas ninguém pensava nisso. Pensávamos somente no fato de estarmos vivos e que isso era o mais importante. Vivíamos hora por hora, minuto por minuto, sabendo que qualquer segundo poderia ser o último.

Certa manhã, o som o horripilante daquela porta de aço enferrujado quando abria nos pôs de pé, e os guardas do Che empurraram um novo prisioneiro para dentro da cela. Era um menino, talvez com uns 12 ou 14 anos. Seu rosto estava machucado de sangue. 'O que você fez?', perguntamos-lhe, horrorizados. 'Tentei defender o meu pai', balbuciou o menino sujo de sangue. 'Mas eles o mandaram para o paredão'".

Todos se entreolharam como se para encontrar as palavras certas a fim de consolar o menino, mas não as encontramos. Estávamos cheios de nossos próprios problemas. Havia dois ou três dias que não executavam ninguém, e tínhamos cada vez mais esperança de que isso chegaria ao fim. As execuções são cruéis, tiram a vida quando você mais precisa dela para si e para outrem, sem levar em consideração seus protestos ou desejos.

Nossa alegria não durou muito. Quando a porta se abriu, chamaram 10 para fora, entre os quais o menino que acabara de entrar. Erramos, pois aqueles que eram chamados nunca mais eram vistos.

Como é possível tirar a vida de uma criança dessa forma? Simplesmente não podíamos acreditar que ele mataria o garoto. Então começamos a insultá-lo - ao homem que, mãos na sintura, andava de um lado para outro do sangrento pavilhão de execução e cuspia suas ordens: o próprio Che Guevara! 'Ajoelhe!' Dizia ao menino.

Nós todos gritávamos de nossa cela para que ele não cometesse esse crime e oferecemos a nós mesmos em seu lugar. O garoto o desobedeceu com uma coragem inexprimível em palavras e lhe respondeu com esta infame afronta: 'Se vocês vão me matar', disse ele, 'vão ter de fazê-lo enquanto ainda estou de pé. Homens morrem de pé!'.

Che posicionou-se atrás do garoto e disse: 'Pois você é um rapaz corajoso...'. Então vimos Guevara sacar sua pistola. Ele encostou o cano atrás do pescoço do garoto e disparou. O tiro quase arrancou sua cabeça.

Nós nos inflamos: 'Assassinos, covardes miseráveis!'. Che finalmente olhou para cima, em nossa direção, apontou-nos o revólver e esvaziou o pente. Não faço idéia de quantos de nós foram mortos ou acidentados. A partir desse horrível pesadelo, do qual nunca conseguiremos acordar, conquanto feridos e na clínica estudantil do hospital Calixto Garcia, uma coisa ficou clara: a única regra do jogo era escapar, a nossa única esperança de sobreviver.

Tradução: Ernane Garcia.

Disponível em: https://www.trenblindado.com/Sanmartin.html (Inglês)

Disponível em: https://www.cubaeuropa.com/historia/Che/Che6.htm(Espanhol)

BRAVO, Marcos. La Otra Cara Del Che. 1. ed. Bogota: Editorial Solar, 2004. 558 p.
ORTEGA, Luis. Yo Soy El Che!. Mexico: Ediciones Monroy-Padilla, 1970.

Fonte: Usina de Letras