Brócolis e repolho para "despertar" um poderoso gene anticâncer

13/07/2019

Hoje vamos falar de uma molécula que ajuda contra o câncer e que eu uso a mais de 5 anos e que ajuda muito a luta contra o câncer.

Dos Estados Unidos vem outra boa razão para trazer brócolis e repolho para a mesa: um composto presente nessas plantas, muitas vezes não amadas, pode se tornar a base de novas estratégias para manter os tumores à distância. Uma molécula chamada indole-3-carbinol (I3C) - presente em árvores crucíferas, uma família que inclui brócolis, repolho e couve de Bruxelas - seria capaz de restaurar a atividade de um gene que neutraliza o crescimento do tumor. "Este é o PTEN, um dos mais poderosos genes supressores de tumor da história da genética do câncer", explica Pier Paolo Pandolfi, do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, Estados Unidos, coordenador de um estudo cujos resultados foram recentemente publicados na revista. Science. Como os pesquisadores lembram, as formas de PTEN mutadas ou que não funcionam corretamente podem causar o desenvolvimento e o crescimento do tumor, e por essa razão já foram desenvolvidas terapias que atuam nesse gene. Trabalhando com células humanas cultivadas e animais de laboratório, Pandolfi e seus colegas identificaram uma enzima chamada WWP1 que interferiria na atividade anticancerígena do PTEN. 

Posteriormente, através de complexas análises de simulação computacional e baseadas na estrutura física da enzima, foi possível identificar uma molécula capaz de ligar e bloquear o WWP1. Esta molécula é precisamente I3C que, em experimentos realizados pelo grupo de Pandolfi com animais de laboratório, nos permitiu "despertar" PTEN. "Estes resultados abrem caminho para o desenvolvimento de novas terapias que agem sobre o gene que passa através da I3C e da enzima WWP1", dizem os autores, lembrando que o PTEN também está envolvido em outras patologias além do câncer, como distúrbios do desenvolvimento e problemas metabólicos. Mesmo que os resultados sejam encorajadores, os pesquisadores explicam que não é o caso de focar em crucíferas para recriar o efeito antitumoral observado em laboratório: as doses que se mostraram eficazes no estudo não são alcançáveis ​​com a nutrição. Será, portanto, necessário esperar que a molécula seja sintetizada e aprovada como droga pelas autoridades regulatórias, apenas se ela for tão promissora quanto parece nos últimos estágios da experimentação pré-clínica e clínica.

Pessoalmente meu medo é que agora você encontra este produto entre 30 e 70 U$, quando aprovada como droga os preços poderão subir de 200% ate 1000%, como ja aconteceu no passado. 

Meus agradecimentos a Vincenzo Spedicato e Altemio Spinelli

Djávlon