Brasil Paralelo - Film 1964: O Brasil entre armas e livros

09/04/2019

1964: O Brasil entre armas e livros 

No dia 08 de abril de 2019 das 19:00h às 22:00h, foi apresentado na ALESP, no Auditório Paulo Kobayashi, o Documentário "1964 - O Brasil entre Armas e Livros". A iniciativa foi do Deputado, @douglasgarciasp (PSL). O Deputado Oscar Castello Branco de Luca esteve presente também "Pude relembrar a fase histórica em que meu tio-avô, Marechal Humberto de Alencar Castello Branco quando foi Presidente do Brasil".

Após o filme, uma palestra foi iniciada para resgatar alguns fatos históricos da época. 
A mesa foi assim composta: Deputado Cap. Oscar Castelo Branco, Cabo Anselmo, Delegado Paulo Fleury, Delegado Carteira Preta, Renor Oliver e Deputado Douglas Garcia.

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Brasil Parallelo


'liberdade de pensamento' para justificar promoção de filme que promete 'resgatar a verdade'

O filme tem produção e lançamento pelo Brasil Paralelo, grupo gaúcho da chamada "nova direita". O site intitula o longa-metragem como "o maior documentário já produzido no país sobre o período do Regime Militar brasileiro" e promete fazer um mutirão pela verdade sobre o período por meio das falas das "maiores autoridades no assunto para chegar a verdade sobre o tema mais controverso de nossa história". A direção do documentário é assinada por Filipe Valerim e Lucas Ferrugem. Nas primeiras horas de lançamento, o filme já havia batido 400 mil visualizações.

O que diz o documentário

Atenção o documentario se baseia sobre documentos encontrados em arquivos do StB que foi o serviço de inteligência da antiga Tchecoslováquia durante a Guerra fria.

Documentos que indicam mandantes, agentes e espiões e estratégias para implantar um regime comunista no pais. Para nos italianos que tivemos a infelicidade de dar os natais a Gramsci tudo isto é possível e com certeza pura verdade. 

Nos minutos iniciais do filme, um dos fundadores do Brasil Paralelo, que não é identificado, explica o documentário e o projeto. "As nossas produções já levaram informações para 20 milhões de brasileiros, que agora carregam um pouco mais de Brasil dentro de si. O filme que você está prestes a assistir é o resultado do nosso esforço para enfrentar um dos períodos mais conturbados da nossa história. Dezenas de especialistas nos ajudaram a viajar pela bibliografia e documentação, não só do Brasil, mas dos Estados Unidos, Polônia, Berlim e República Checa".

Sala lotada
Sala lotada


Quando o documentário começa, de fato, manchetes dos jornais da época do Golpe de 64 entram em cena ao som das vozes dos militares que tomaram o poder. A cena seguinte narra o que foi a Guerra Fria, com um relato do que foi o comunismo na década de 40, intitulado pelo narrador de "o reino do terror vermelho" e outro sobre a "democracia liberal" dos EUA. "O terrorismo revolucionário se torna cotidiano. O crime, o medo e o sangue marcam presença na vida dos brasileiros", crava a voz do narrador Filipe Valerim sobre os movimentos contrários a ditadura militar alegando que a academia e a imprensa usam esses fatos como uma luta pela democracia erroneamente.

Eles chegaram ao poder e voltaram para cadeia
Eles chegaram ao poder e voltaram para cadeia

Com ênfase em Dilma Rousseff (ex-Presidente da República, deposta em 2014 depois de um processo de impeachment) e Carlos Marighella (ex-deputado federal assassinado em 1985), o documentário os coloca no papel de "terroristas que lutavam para implantar a ditadura comunista no Brasil". Sobre as torturas cometidas durante a ditadura militar, o documentário mostra que elas ocorriam dos dois lados, mas que essa polaridade começou depois das ações dos grupos guerrilheiros da esquerda. Para os especialistas presentes no filme, somente em 1968 se iniciou a ditadura militar.

Dep. Oscar Castello Branco De Luca
Dep. Oscar Castello Branco De Luca

Com ênfase em Dilma Rousseff (ex-Presidente da República, deposta em 2014 depois de um processo de impeachment) e Carlos Marighella (ex-deputado federal assassinado em 1985), o documentário os coloca no papel de "terroristas que lutavam para implantar a ditadura comunista no Brasil". Sobre as torturas cometidas durante a ditadura militar, o documentário mostra que elas ocorriam dos dois lados, mas que essa polaridade começou depois das ações dos grupos guerrilheiros da esquerda. Para os especialistas presentes no filme, somente em 1968 se iniciou a ditadura militar.

Em outro trecho, os entrevistados defendem que a censura não era tão grave, a repressão nas universidades não era generalizada e as prisões eram pontuais. O jornalista Bernardo Kuster é um dos nomes que defende esse discurso. "É engraçado que as pessoas falam do regime militar, da ditadura, da censura. Primeira coisa, todas as publicações sobre libertação foram feitas, no Brasil, durante o regime militar", alega o jornalista, que indaga que "que ditadura é essa que tem nos livros? As cartas da prisão do Frei Beto viraram best-sellers no Brasil e no mundo".

Fontes: ALESP ; Face Castello Branco ; Brasil Parallelo ; Ponte.org