Bolsonaro não perde aliado na Europa

09/09/2019

Em resposta ao artigo do dia 4/09 da de 247.com e das declarações da representante Globo-Esquerda Scamparini na Itália.

O artigo diz "Queda do líder da extrema direita italiana e ex-ministro do Interior, Matteo Salvini, não deverá ter repercussões apenas na Itália. Com a sua saída do poder, o governo Jair Bolsonaro perde um de seus principais focos de política externa, já que o novo governo tem entre seus apoiadores o Partido Democrático (PD), partido de centro-esquerda que possui forte ligação com o PT".

Na verdade Matteo Salvini não é da extrema direita, mas faz parte da coligação de centro-direita que ganhou as ultimas eleições (extrema direita na Itália e Casa Paund organização que não apoia Salvini nem nenhum outro politico italiano eleito), mas mesmo com a maioria Matteo não esta governando, por uma soma de fatores que somente as regras políticas na Italia permitem (ou dizer, você ganha mas podem levar os outros, isto se o presidente da Republica, detentor deste poder (não eleito pelo povo, ma pelos políticos), decidir colocar como Primeiro Ministro quem ele quiser. Como aconteceu nos últimos anos (o Presidente é Sergio Mattarella ex deputado de esquerda), os assessores do presidente dizem "O presidente Mattarella só exerceu seus poderes constitucionais", mas a escolha foi contra os resultados das ultimas eleições Europeias aonde 

o partido de Salvini "Lega" sagrou-ce o mais votado junto com a sua coalizão de Centro-direita (mais de 50%).

• Lega: 34,33% (Centro direita)
• Partito democratico: 22,69% (Centro esquerda)
• Movimento Cinque Stelle: 17,07% 
• Forza Italia: 8,79% (Centro direita)
• Fratelli d'Italia: 6,46% (Centro Direita)

Salvini, ao contrario do que escreve a revista 247, não estava tentando nenhum golpe, porque: sendo Ministro do Interior e tendo ganho as eleições e ainda sendo o querido do povo italiano, estaria fazendo o golpe a si mesmo rsrsrsrs. Ele simplesmente saiu de um governo desgastado pelo pessimo trabalho do outro partido, achando que, a democracia permitiria a confirmação da sua maioria, em um novo Governo realmente eleito pelo povo, e com poderes para trabalhar os verdadeiros problemas. Mas com o "inciucio" (acordo por baixo dos panos), M5S, PD e presidente (com indicação europeia de França e Alemanha), resolveram tirar do povo italiano o poder de decidir, isto pelo menos até a eleição do novo presidente e assim continuar depois, governando sem ganhar.

A revista continua transformando verdades em mentiras e mentiras em verdades, cosa costumeira em se tratando dos inimigos da esquerda Salvini o Bolsonaro, mas uma verdade ela escreve, que o novo ministro da Economia Roberto Gualtieri, assinou um manifesto na campanha eleitoral de 2018 pedindo que os eleitores não votassem em Bolsonaro (e perdeu visto que a comunidade italiana, também graças ao nosso trabalho votou na maioria com Bolsonaro). Gualtieri também já visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cadeia em Curitiba (bom para o Brasil abrir os olhos).

Matteo Salvini e Edoardo Bolsonaro
Matteo Salvini e Edoardo Bolsonaro

Salvini não era o chefe do Governo, ele governava com um partido aliado, mas não politicamente, somente para governar, com um acordo escrito. Mas as eleições Europeias e varias eleições de governadores (que na Italia acontecem em vários períodos da legislatura) aonde o Movimento 5 Estrelas (M5S), perdeu consensos, decidiu em surdina se juntar ao outro derrotado o PD (Partido de esquerda da Itália), com o apoio do presidente, para frustrar mais de 50.000.000 de eleitores italianos.

Mas a Itália, como demostrou nas eleições, esta com Salvini e tudo pode acontecer. 

De fato, muitos políticos de esquerda não queriam este acordo (por baixo dos panos) com o M5S, prejudicial a imagem do partido, mas sabe como é poltronas e dinheiro falam mais altos. Objetivo da revista de esquerda 247 e da reporter da Globo Scamparini era atacar o presidente Bolsonaro dizendo que ele estava aliado de um perdente, mas como sempre o tiro saiu pela culatra, colocando a comunidade italiana, sempre mais, a favor do presidente Bolsonaro e contra o esquerda, seja ela brasileira ou italiana.

Salvini é o politico mais popular na Itália e em boa parte da Europa e este "inciucio" não vai mudar muito a soma dos fatores, so teremos mais tempo para trabalhar esta situação e colocar na Itália e na Europa o Governo que o povo merece.

Djávlon