Acidente vascular cerebral, um cateter no coração bloqueia os efeitos da fibrilação atrial

12/11/2019

O acidente vascular cerebral (AVC) afeta mais e mais pessoas. Aqueles que já sofrem de fibrilação atrial estão mais expostos. De fato, 20% do total de casos é devido a um defeito no ritmo cardíaco. Nesses pacientes, a aurícula esquerda, um "saco" do átrio esquerdo do coração, perde a capacidade de se contrair e, portanto, de se esvaziar e se torna o local mais importante da formação de coágulos, que podem então destacar e ocluir as artérias cerebrais, causando, de fato, o derrame e em muitos casos a morte.

A principal estratégia para impedir que isso aconteça é a administração de anticoagulantes. "Uma proporção significativa de pessoas que sofrem de fibrilação atrial, igual a 20% dos pacientes, não pode tomar essas moléculas", explica Patrizia Noussan, diretora de cardiologia do Hospital San Giovanni Bosco, em Turim (Italia). Esses pacientes são tratados com cirurgia que, por fechamento percutâneo, é a alternativa mais viável. A intervenção consiste na introdução de um cateter que, uma vez atingido o interior do coração, posiciona uma prótese permanente para fechar a aurícula, evitando a estagnação do sangue. Uma descoberta de vanguarda que permite que muitas pessoas lutem contra danos cerebrais prejudiciais.