— Hamilton Leite Cruz —

Colecionador Hamilton Cruz conta a historia do dedal

O dedal de costura é um objeto curioso e fascinante, com uma longa história: o homem o utiliza há milênios e há vestígios que remontam ao Neolítico [período da Pré-História que se estende de 7000 a.C. a 2500 a.C., caracterizado pelo uso de artefatos de pedra polida, e que entra pela Idade do Bronze (c3000 a.C. no Oriente Médio)].

Ele surgiu da necessidade de proteger os dedos na hora da costura: de acordo com relatos, em torno de 10.000 a.C., havia a necessidade de se costurar couros muito densos e até mesmo madeira com as agulhas grosseiras na época, daí a necessidade de proteção.

Hamilton na frente de oito vetrine de dedais em sua casa
Hamilton na frente de oito vetrine de dedais em sua casa

Ja pensaram como o dedo dessa galera ficaria sem o dedal, costurando couro com agulhas de osso?

Desde dois séculos atras o dedal é objeto de colecionador também no Brasil, tem os apaixonados desta Linda forma de colecionar objetos, hobby para alguns, investimento de grande porte para outros.

No Distrito Federal, existe um colecionador o aposentado Hamilton Leite Cruz, de 73 anos; proprietário de uma das maiores coleções de dedais.

Já vice-presidente da Associação Filatélica e Numismática de Brasília (AFNB), o cearense Hamilton Leite Cruz casado com Teresa Norma Silveira Cruz reuniu em casa mais de 2 mil unidades feitas de osso, madeira, metal, cerâmica, vidro, pedra-sabão, capim-dourado, prata, ouro. Peças de várias partes do mundo.

Descobrimos na casa do Hamilton que:

uma curiosidade: as primeiras pecas de dedais não escorregavam na ponta dos dedos, como os de hoje, mas na palma da mão. O verdadeiro dedal surgiu há mais de dois mil anos, com a forma de um anel aberto na ponta: o fechado se espalhou desde a Idade Média. Nos séculos seguintes, além de ferramentas de uso, foram se transformando em objetos ornamentais, comemorativos e de coleção. Os dedais modernos são normalmente feitos de aço inoxidável, mas com o tempo eles foram feitos de vidro, esmalte, osso, bronze, ferro, marfim, porcelana, madrepérola, madeira e metais preciosos como ouro e prata.

Os primeiros achados de pequenas pedras que foram usadas como ferramenta para passar a agulha através do material datam de mais de 10.000 anos. Na área do Mediterrâneo, dedais de bronze foram usados ​​há cerca de 2500 anos. A partir do ano 100 depois de Cristo, os romanos trouxeram os dedais de bronze para outras partes da Europa. Por volta de 1150 DC, quando Santa Hildegarda de Bingen entrou no convento, foi expressamente nomeado como parte de seu enxoval: dedal. Por volta de 1500, as primeiras obras-primas de dedais foram criadas em Nuremberg. Paracelso descobriu o metal zinco e esta descoberta deu origem a novos produtos de latão (incluindo dedais). O primeiro regulamento para os artesãos de dedais de Nuremberg data de 1537. Por volta de 1568 Jost Ammann imprimiu um livro no qual todo o artesanato era representado em xilogravuras, incluindo os artesãos de dedais com uma nova técnica de produção. A partir de 1628, há evidências dos chamados moinhos de dedais na Holanda, mais tarde uma associação de artesãos de dedais foi fundada.

A partir de 1696, foi construída uma nova oficina de dedais de latão em um moinho de água em Sundwig. A partir de 1700 a holandesa J. Lofting começou a produzir dedais com uma máquina em Londres, foi o início da indústria de dedais. Outros centros de produção foram encontrados na França, Inglaterra e América.

O museu do dedal em Creglingen foi inaugurado em 8 de agosto de 1982 por Thorvald e Brigitte Greif. A herança da maior coleção da época dos Irmãos Gabler de Schorndorf, assumida por Helmut Greif em 1963, é a base deste museu privado, único no mundo. Infelizmente, um incêndio destruiu esta importante produção e por isso Helmut Greif começou a fazer pesquisas intensas sobre a história e a origem do dedal. O conhecimento acumulado é a base deste museu, que pretende homenagear todas as artesãs do dedal, que no passado se empenharam em proteger as mãos de mulheres com grande sentido para a estética e invenções requintadas. Hoje a produção de dedais é continuada pela família Greif em sua ourivesaria, onde dedais colecionáveis ​​são produzidos em uma série limitada, bem como em peças únicas de acordo com a tradição artesanal.

Quem não lembra no filme de 1992 Batman Returns, Catwoman, interpretado por Michelle Pfeiffer, usado dedais para criar a base de suas garras?

Mulher-gato com garras de dedais
Mulher-gato com garras de dedais

Linda historia Hamilton Cruz, mas nos fale mais de você:

"Colecionar dedais faz parte da minha vida e eu passo quase todo o dia olhando para eles, arrumando as vetrine" admite Hamilton.

"Ser colecionar significa conhecer a cultura do mundo, cada dedal tem uma história" destacou.

Todos os anos temos encontro de colecionadores e em 2017 Hamilton Leite Cruz, nas comemorações para Brasilia expos com temática "Juscelino Kubitschek" valiosas peças, como medalhas, moedas, cédulas, postais, cartões telefônicos e claramente dedais.

"Minha coleção é mais de dedais de metal e porcelana. Nas minhas viagens ao exterior sempre trazia 30 ou mais dedais, em todos os lugares do mundo encontro dedais, lindos que contam a historia do pais, tradições e religião a paixão é mundial. Para um absurdo na Turquia encontrei a maioria dos dedais lindos, na republica Tcheca até encontrei um dedal de vidro com um mini escrita em papel em seu interior. Hamilton tem um dedal com sua fotografia impressa e carinhosamente chama seus dedais de "chapéus dos dedos".

A esposa dele Teresa Norma, que nos recebeu com maestria e requinte em sua casa, fala com orgulho das peças colocadas em vitrine especialmente produzidas para a coleção, e Hamilton fez questão de aparecer na foto com eles.

Uma delicia rsrsrsr
Uma delicia rsrsrsr

Para terminar "o melhor dedal que eu encontrei foi de chocolate" pena ele não ter durado muito.

Djàvlon e Cris Vicente