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Bixiga



O Bixiga é entendido como um dos mais tradicionais bairros da cidade de São Paulo, embora nas Subdivisões da cidade ele não exista oficialmente como tal. É de senso comum que corresponda à região localizada entre as ruas Rui Barbosa, Avenida Nove de Julho e a Rua dos Franceses no distrito da Bela Vista , embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica dependendo da fonte.
 

Formado por imigrantes italianos, ganhou importância histórica e turística na capital paulista. A tradição, a religiosidade italianas que são fortemente mantidas, e as inúmeras cantinas existentes no bairro são grandes atrativos turísticos. No bairro situa-se a sede da escola de samba Vai Vai, que até 2006 realizava ensaios pelas ruas do bairro alem da festa da Achiropita tradicional em São Paulo.
 

O sotaque italianizado é uma das características culturais do bairro, que foi explorada na música de Adoniran Barbosa.
 

O primeiro registro de ocupação da área é de 1559, como Sítio do Capão, de propriedade do português Antônio Pinto, e mais tarde passou a chamar-se Chácara das Jabuticabeiras, por causa do alto número de árvores dessa espécie. No ano 1820 um homem conhecido como Antônio Bexiga, por causa de suas cicatrizes de Varíola (popularmente conhecida como "bexiga"), comprou as terras, o que é a explicação para o nome do bairro. Por volta de 1870 Antônio José Leite Braga decidiu lotear parte de sua "Chácara do Bexiga". O loteamento já estava anunciado em 23 de junho de 1878 e foi inaugurado em 1 de outubro do mesmo ano, com a presença do imperador Pedro II, lançando a pedra fundamental de um hospital que, no entanto, jamais foi construído.

 

Lotes pequenos e baratos interessaram aos imigrantes Italianos, pobres e recém-chegados ao Brasil, a maior parte deles vindos da Calábria, que não se interessavam por dirigir-se aos Cafezais do interior do estado.
 

Com o intuito de afastar o sentido pejorativo do apelido dado ao bairro, seus moradores passaram a mudar a grafia de Bexiga para Bixiga. Outra explicação para a grafia seria uma adaptação ao jeito coloquial de se falar Bexiga em italiano.
 

Mesmo com esta grande historia o bairro está em lento declino, precisaria de quitados especiais e de infra-estruturas (como estacionamentos, um calçadão especial, enterramentos dos fios e desaparecimento dos postes para começar). Alem do mais os estereótipos italianos não funcionam mais, precisa de uma reestruturação física e histórico-cultural.
 

Um grupo de Italianos, de ítalo-brasileiros e de simplesmente amantes do bixiga decidiram juntar-se a pessoas como Walter Taverna (dono de quatro cantinas e do Centro da Memória do Bixiga), e abrir um novo capitulo nesta maravilhosa historia.
 

O grupo está convidando todos aqueles que amam São Paulo e a imigração italiana, a participar da revitalização do Bixiga. Isso para que ele não se transforme em mais um deposito humano, um lugar ocupado pelos mendigos e marginalizado, de nossa historia.
 

Para aqueles que estão interessados a participar pedimos enviar um e mail a cidadania@italia.org.br citando no Assunto: Quero mais informações de como participar do projeto Bixiga.
 

Fontes: CEI Centro da Emigração Italiana – Wikipédia - Centro da Memória do Bixiga


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