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Moinhos garimpam trigo com qualidade dentro e fora do país



Os moinhos processadores de trigo estão tendo de garimpar matéria-prima para encontrar qualidade. Chuvas fora de época na América do Sul afetaram a colheita do cereal brasileiro e também a qualidade do produto da Argentina e do Uruguai, fornecedores de trigo para o Brasil. O resultado disso foi a devolução de mercadoria e a renegociação de contratos quando cargas fora de padrão chegaram ao país no primeiro trimestre.
 

Diante desse quadro, indústrias se preparam para, nos próximos meses, buscar volume maior de trigo fora do Mercosul para garantir o abastecimento. Isso significará custo maior por conta da Tarifa Externa Comum (TEC) de 10% que incide sobre a importação de países extra-Mercosul e de outros impostos.

 

Em comparação com a Argentina, o valor do frete marítimo do Canadá para o Brasil é 30% maior. Além disso, há a TEC de 10% e o Adicional de Frete da Marinha Mercante, que incide em 25% sobre o frete.
 

Normalmente, o Brasil já é grande importador de trigo, uma vez que a produção nacional (entre 5 milhões e 6 milhões de toneladas) não supre o consumo interno (entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas). Mas, com as chuvas na colheita no Brasil, em torno de 1,5 milhão de toneladas do cereal (30% da safra atual) tiveram comercialização subsidiada por Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), do Governo Federal, com destino à exportação ou a outros fins que não a alimentação humana.
 

Fonte: Valor Econômico


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