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Grupo de executivos italianos do setor de moda visita ACSP



A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) recebeu ontem a visita de Gianfranco Di Natale, diretor- geral do SMI (Sistema Moda Itália), que representa a indústria têxtil e de vestimentas local, e de Paolo Bastianello, presidente do Grupo Marly's, que, há 40 anos, desenvolve coleções de moda feminina e distribui  produtos a diversos países.

Patrícia Cruz/LUZ
A partir da esquerda: Andrea Ruggeri, correspondente consular; Ivan Hussni, da ACSP; Paolo Bastianello, do Grupo Marly's; Gaetano Luigi Brancati, da ACSP e Gianfranco Di Natale e Federica Dottori do SMI. Comitiva de empresários aproveitou série de eventos do mundo fashion que, acontece na capital, para buscar novos negócios.

 

Acompanhavam a dupla Federica Dottori, gerente de promoção internacional do SMI, e Andrea Ruggeri, italiano radicado em São Paulo e correspondente consular. Representando a ACSP estavam Gaetano Brancati Luigi, assessor especial da presidência, e Ivan Hussni, assessor do presidente Alencar Burti. A visita do grupo de empresários coincide com dois grandes eventos realizados na cidade: o São Paulo Fashion Week (leia mais sobre o SPFW na página E8) e a Couromoda, maior feira de moda e negócios do setor de calçados em toda América Latina.

 

Citando o Brasil como um dos principais mercados para os produtos italianos, Di Natale ressaltou a importância que São Paulo tem perante outras metrópoles mundiais. "É difícil ver em outras cidades o que acontece aqui, lugar escolhido pelas principais marcas italianas para sediar suas lojas. Só a Armani, tem quatro".

 

O executivo ressalta que o produto italiano é de altíssima qualidade. "É lógico que qualidade significa preço. O comprador paga mais, mas leva um produto que tem muita cultura, design, pesquisa e uma mão de obra acostumada a trabalhar com detalhes. É esse o motivo de nossos produtos custarem caro", afirmou Di Natale .

 

Aproveitando o gancho do São Paulo Fashion Week e a reclamação geral de que este ano as modelos estão exageradamente magras, Bastianello disse que produz roupas para as "mulheres reais, que não possuem mais 18 anos, já tiveram filhos, mas que continuam sexies e bonitas".

 

"Na Europa, 61% das mulheres vestem acima do tamanho 46. Damos muita atenção a esse mercado. Não é tamanho grande, mas fazer roupa confortável para a mulher normal", afirma o presidente do Grupo Marly's.

 

Segundo ele, um erro que muitos lojistas italianos cometem é esconder no fundo da loja as roupas de tamanhos maiores, deixando as peças longe da vitrine. "É um erro do comerciante. É uma mentalidade errada de toda a indústria da moda", atacou Bastianello, que ainda criticou a idade das modelos. "Aqui no Brasil elas são jovens demais".

 

 

Visite SMI (Sistema Moda Italia)

 

Fonte:
Diário do Comércio


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